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À CONVERSA COM… MICHELLE CASCAIS

Barra, 3 Junho, 2022
 
Portal Praia da Barra
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Michelle Cascais apresenta-se como uma mulher aventureira, que gosta de tomar as rédeas ao seu destino e viver a sua verdade. Escritora, criadora de conteúdos digitais, guia turista e influencer, com uma veia empreendedora. Amiga do ambiente e com uma visão ecológica, Michelle pretende introduzir um conceito de moda sustentável. Encontra-se, agora, a escrever o seu terceiro livro e ainda nos falou de um novo projeto, que vai ser lançado ainda este mês. Tratámo-nos por tu, porque esta entrevista transformou-se numa conversa agradável, onde os formalismos e tabus, foram postos de parte.
 

Soraya Silva: Eu vou começar pela pergunta mais difícil de todas… Quem é a Michelle?

Michelle Cascais: Sei lá quem é a Michelle… Olha, tu disseste-me há bocadinho: é uma alma livre! Sou uma alma livre. E tenho aprendido com o tempo, que aquilo que nós estudamos e o que queremos ser não nos identifica para a vida toda. Tenho aprendido que estamos sempre em constante evolução. Portanto, aquilo que tu gostas agora, podes não gostar daqui a 10 anos. Aquilo que tu dizes que nunca farias, se calhar vais acabar por fazer. E então, é estar aberta à vida.
 

SS: Isso já te aconteceu muitas vezes, a vida levar-te por caminhos que nunca pensaste traçar?

MC: Aconteceu… Mas acho que acontece mais quando tu te permites ser livre. Eu, quando estudei, pensava mesmo que a minha vida tinha que seguir por ali. Então tirei um curso: eu tenho que trabalhar na minha área. E depois não conseguia trabalho na minha área, era uma frustração e um sentimento de que eu era inferior, que não era capaz ou que iria ser insuficiente a vida toda. E quando decidi mudar de vida e emigrar, percebi que a vida é exatamente aquilo que tu queres que ela seja. Só tens que ser consistente, trabalhar, acreditar e, desde que tenhas saúde, o resto acontece.
 

SS: É preciso ter coragem para ser emigrante?

MC: Sem dúvida! Eu acho que aprendemos. Eu cresci a ver os imigrantes a virem cá no verão… a maioria dos meus primos da América. E então senti sempre que nunca tive a oportunidade de conhecer o que é ser emigrante, percebes? E quando emigrei percebi: caramba! É preciso ter muita coragem, e lidar com a saudade. A saudade é um componente a que não se dá muita importância, até se estar lá fora e perceber que, o que importa mesmo, no meu caso, é casa. Tudo o que está lá fora, por muito bom que seja, não é casa. E então dás um outro valor à vida. Casa não é só as paredes e o telhado. Também é, mas é também as pessoas. São as tuas memórias, é a tua infância.
 

SS: Levaste-me mesmo ao ponto onde eu queria chegar. Onde sentes que é a tua casa? Já a encontraste? 

MC: Isso é uma grande dificuldade, porque quem volta a casa, após emigrar, de volta ao país- mãe, sente que já não pertencente. As coisas já não estão como as deixaste. É estranho, mas quando estás emigrada, lá não é casa. Nem nunca foi casa. Quando voltei para cá estava muito indecisa, porque é muito fácil fazer as malas e ir. Difícil, é tu fazeres e quereres recuperar aquele sentimento, no sítio onde tu pensas que vais ser feliz. Portanto, eu acho que a minha casa é Portugal. É Aveiro, é a praia, é a Barra. Eu acho que a minha casa é a Barra porque foi aqui que cresci. Os meus melhores verões foram aqui e é sempre muito nostálgico estar fora. Por muitas boas praias que já tenha visto (e acredita que já vi muitas!) nenhuma me dá o mesmo sentimento que a Praia da Barra, por exemplo. E eu sei que isto tem a ver com as memórias que tenho. Acho que a minha casa é aqui.
 

SS: Consideras-te uma “influencer”? 

MC: Sim. Apesar de que essa palavra está agora com uma conotação muito negativa. Porque tudo aquilo que é diferente, a malta gosta de gozar. E, na verdade já existem influencers há muito tempo. Tu quando vês um Cristiano Ronaldo a lavar a cabeça no anúncio com o Linic, ele está a ser o quê? É publicidade, ele está a influenciar as pessoas a comprarem aquele champô. Eu considero-me uma influencer, sim, mas uma influencer com… não é que eu seja melhor que ninguém, mas eu gosto de influenciar as pessoas para viverem livres e felizes. E tudo o que seja para influenciar isso, eu gosto de representar.
 

SS: E viajar, como é que isto tudo começou?

MC: Olha, a minha primeira viagem foi aos 16. A minha mãe pegou na família toda e levou-nos à República Dominicana. Lembro-me de chegar lá, sentir um bafo, quando saí do avião, e pensar: Ena! O que isto? Aquele calor tropical! Depois fomos de autocarro até um resort, de cinco estrelas, com tudo incluído. Mas pelo caminho, só vimos pobreza e eu não tinha bem a perceção do que estava a ver e a sentir.
 

SS: Foi um choque.

MC: Foi, mas senti que adorava viajar. E depois disso, desde 2016, que todos os anos faço uma viagem. Foi esse o meu moto, depois disso. Depois evoluiu para conhecer um país diferente, todos os anos. E agora é mais que um país por ano, porque agora, felizmente, as viagens fazem parte da minha profissão. Então ir agora, é mesmo o melhor remédio (risos)!
 

SS: Como é que se faz vida a viajar? Certamente que todos os que leem esta entrevista estarão a perguntar o mesmo. Porque nós estamos habituados a pagar para viajar, não a fazer, do viajar um trabalho. Como isso acontece?

MC: Então olha, da mesma forma que tu estás a promover a Barra, por exemplo, há países que pagam a pessoas com alguma influência ou visibilidade, para promover os seus sítios, os seus países, os seus resorts e as suas coisas. Tu tens um guide tour quando vais a algum lado. O que se faz agora, no meu caso, junto malta portuguesa, por exemplo, que queira viajar e conhecer um sítio comigo. Ou seja, é claro que, ainda agora aconteceu em Nova Iorque, obviamente que vamos passar pelos sítios mais turísticos. Mas também vais a sítios que se calhar não irias sozinho, ou não irias num típico tour. Tu vais a sítios onde eu fui e passava o meu tempo, porque vivi lá cinco anos. Portanto sei de coisas que, quem não viveu lá ou que não tem muita experiência, não conhecerá à partida. Então é um estilo de viagem diferente. É assim que tu vais ganhando dinheiro. Isso é uma forma de ganhares dinheiro. Outra forma era, a que eu referi ainda há pouco, que é estás na Indonésia, por exemplo, começa a partilhar fotografias, de uma praia, de onde tu estejas — e a utilização dos ‘hashtags’ é fundamental, porque empresas que queiram pessoas com influência, utilizam os ‘hashtags’ para ver quem usa, quem é que está, por exemplo, em Bali naquele momento — e depois contacta-te:  — olha queres vir passar aqui duas noites, num regime tudo incluído? E aquilo que nós pedimos em troca é a promoção do espaço. — Estás à vontade. Então é assim, também não ganhas porque é uma parceria, uma troca de favores. Mas há casos em que tu dizes:  — olha, eu posso até ficar, mas o meu trabalho tem este preço. — Portanto, já há empresas que pagam, outras que não. É tudo um jogo, é um trabalho (risos).
 

SS: E é isso que te fascina neste trabalho? É o jogo, o teres de analisar a situação e adaptares-te?

MC: Sim, gosto muito porque eu não gosto de estar quieta. Eu não gosto de estar sempre a fazer a mesma coisa. Gosto deste trabalho porque dá espaço para ser sempre diferente. E criar, é uma coisa que está na minha vida, desde pequena. Sempre fui dada à escrita, sempre fui dada à dança e à fotografia. Sempre quis ser modelo, mas não tenho (nem tinha) altura para isso. Agora a altura já interessa pouco, mas na altura, interessava bastante! E então nunca consegui ser modelo, e sou agora. Sou agora a minha modelo, e modelo da minha parceira. Isto que leva àquilo que disse no início que é: eu faço da minha vida exatamente aquilo que sempre quis fazer.
 

SS: És uma mulher que quebra tabus. Ainda agora referiste que tens uma parceira, isso é uma forma de quebrar o tabu. Como te sentes nesse sentido? Como é que a sociedade te olha, não enquanto pessoa com uma parceira, mas enquanto pessoa com este estilo de vida?

MC: Infelizmente ainda é tabu, não é? E depende da sociedade de que estás a falar. Se me estiveres a falar de quando estava em Nova Iorque, isto nem se sequer é tema. Ninguém quer saber. Mas ninguém saber com quem é que tu estás, como ninguém quer saber da maquilhagem que usas, o corte de cabelo, o que vestes, nada! És competente? És boa pessoa? Fazes o teu trabalho bem? És honesto? Está tudo bem. Aqui não. Aqui a malta ainda julga muito por aquilo que vê. Tudo o que seja diferente dá aso para crítica, porque provoca desconforto. Era mais fácil eu não estar a viver a minha vida, abertamente, em Portugal. Era mais fácil estar num outro país mas é aqui que sinto que estou em casa. E não sou eu que tenho de mudar. Os tempos mudam, as mentalidades têm que evoluir e já estivemos muito mais longe.
 

SS: Temos crescido nesse aspeto.

MC: Temos, temos crescido, mas ainda há alguns comentários menos felizes. Ainda há mentalidades muito difíceis de mudar, contra a mudança. E, infelizmente, não é só nas camadas mais idosas ou mais velhas.
 

SS: Notas nas camadas mais jovens?

MC: Sim, porque eu acho que isto é cultural, percebes? Eu vivi, eu cresci, com comentários homofóbicos à mesa. E não da minha família mais próxima, mas quando a malta se juntava porque tem piada. Mesmo que não tivesse grande piada, porque se tu analisares o que a pessoa diz, não tem piada nenhuma. Mas o facto de haver um riso ou não haver alguém que diga:  — Olha isso é ofensivo. Não digas isso porque… — Não. Aqui há muito o: — Estás a defender porquê? Também és, é? — Há sempre isso. E eu sempre pertenci à comunidade e acho que qualquer bom ser humano, pertence à comunidade. Porque para mim, quem pertence à comunidade, é quem defende o amor. E não é se és isto ou aquilo.
 

SS: Não precisa de rótulos.

MC: Não. Eu sempre defendi a comunidade, desde que me lembro ser gente. Porque tanto defendo a comunidade, como defendo contra qualquer tipo de injustiça ou de racismo. O facto de agora estar com uma mulher, não significa que pertenço à comunidade agora, ou que seja uma pessoa diferente. Ou que:  — ai, por isso é que ela… — Não, não é por isso nada. Eu sou exatamente igual. Não, mentira: sou mais livre.
 

SS: Voltando à parte de viajar, que países é que te faltam conhecer?

MC: Ai, todos (risos)! Muitos… olha falta o Canadá, ainda não fui, por exemplo, há um continente que eu ainda não meti lá os pés que é a África, e que quero muito conhecer. Quero ir à Tanzânia, quero ir a Cabo Verde, sei lá! Quero ir a imensos sítios. O mundo é enorme e eu tenho este moto de não repetir países. Porque o dinheiro não é muito e o tempo também não, e o mundo é enorme! Então eu gosto de viajar, conhecer um país e de sair de lá com o sentimento de “até poderei cá voltar um dia, mas aproveitei ao máximo”. Agora vamos conhecer outros sítios!
 

SS: E quando vais a um país, escolhes uma cidade em particular ou fazes um roteiro?

MC: Depende do tempo e dinheiro que tenha. Mas normalmente, eu tento conhecer mais do que uma cidade.
 

SS: Se não é uma experiência é muito redutora, não é?

MC: É sim. Mas imagina, se tiver 3 dias para ir à Holanda, possivelmente vou para Amesterdão. Mas a lista é infindável. Há apenas dois países que me fizeram quebrar esta minha regra de ouro. Um deles é a Indonésia, que é fascinante. E outro é Itália, que para mim a Itália ainda é um tesouro por descobrir. Muita gente foca-se muito em Roma (e ainda bem!), mas o sul de Itália é incrível. Um verão em Itália é um sentimento que eu não te consigo explicar. E faz-me sempre mudar esta minha regra (risos).
 

SS: A Itália quebra as regras.

MC: Quebra-corações. E é um bom prato, um bom vinho…
 

SS: Para uma viagem ficar completa, o que é que não pode faltar à mesa?

MC: (risos) Boa, um bom vinho! Não precisa de ser português, mas se for português, ainda melhor! Mas um bom vinho.
 

SS: Eu reparei que és uma pessoa que é amiga do ambiente, muito ecológica. Como consegues implementar, no teu estilo de vida, essa preocupação ambiental, que tu tens?

MC: Olha, o plástico é algo que evito ao máximo. Quando estou na Indonésia, por exemplo, é mais difícil, porque a água não é potável. Então é muito difícil não comprares plástico. Sendo que, tento sempre, antes de marcar o sítio onde estou a ficar, ver se eles são ecofriendly e se têm uma fonte onde eu possa encher a minha garrafa de metal. Eu não viajo sem a minha garrafa de metálica (para conseguir beber água), o meu copo menstrual — não uso pensos nem tampões por uma questão ecológica, não como carne e tudo o que puder fazer para minimizar, faço.
 

SS: E falando da tua parte mais criativa (produtora de conteúdo, escritora), já escreveste dois livros. Para quem não conhece, o que esses livros retratam, que lado é pretendes mostrar?

MC: Acho que os dois retratam a liberdade.  
 

SS: É sempre à volta da liberdade, a tua pessoa.

MC: Para mim isto é o fundamental. Se as pessoas se permitissem a ser livres, iam ser muito mais felizes. E quando eu digo livre, digo: não estás feliz na tua profissão? Muda. Tu és livre para mudar. Não tens que estar preso para sempre. As profissões para sempre já não existem. Tu estás numa relação, tens três filhos e não está a funcionar. Não está a funcionar para ti, não está a funcionar para a outra pessoa, não está a funcionar para os teus filhos. Sai, tu tens essa liberdade. E é isso que eu tento passar nos meus livros — a liberdade. O “Mel” retrata um amor adolescente, aqueles amores que se pensam para a vida toda. Aqueles amores que quando acabam, “a minha vida acaba aqui”, nunca vou amar. Conheço histórias de que não se ama como o primeiro amor e há muita gente que fala disso, mas o importante é o facto de teres a liberdade de voltares a viver. Permitires-te viver outra vez. E o primeiro livro “Mel” retrata isso. Ela vai viajar, vai tentar reencontrar-se e ele também, porque é uma história entre um casal. E o livro permite-te ver a evolução dos dois, enquanto casal e enquanto indivíduos: o que é que acontece depois? O segundo romance, é um romance homossexual, e também tem como tema a liberdade. A liberdade de tu viajares, de não teres de seguir os estudos que tiraste. Porque há tanta pessoa que tirou um curso e depois se apercebe: não era isto que eu queria / fui pelo o que os meus pais queriam / eu pensava que queria e não é isto. É teres a liberdade de traçar o teu rumo e de te apaixonares. Dares uma oportunidade ao amor, aos teus sonhos, às tuas vontades. E o terceiro livro, que ainda estou a escrever, mas de forma muito lentinha — nem tem data, nem vai ter — estou ainda na fase de ver o que quero fazer com ele. Mas de certeza que há dois pontos que aqui se vão repetir: a personagem principal vai ser uma mulher, sendo uma constante que quero (para já) ter nos meus livros, e também vai ser uma mulher livre.
 

SS: Tens um projeto muito interessante, na vertente ecológica. Queres falar um pouco sobre ele?

MC: Sim, então quando estive emigrada, eu fui de Portugal com uma mala cheia de coisas. Só uma. E foi para ir viver para a América sem saber quando voltaria. Então houve muitas coisas que não consegui levar. O que é que aconteceu? Acabei por comprar todo um guarda-roupa quando estive na América, com muitas coisas que já existiam em Portugal. Quando decido, passados 6 anos, voltar para Portugal, meto tudo em caixas e mando. É claro que quando chego aqui, ao ver a exorbitância da roupa que já aqui tinha, mais 4 caixas cheias de roupa, pensei: o que eu vou fazer a isto? Vou dar, coisas novas, de marca? Não. Comecei uma loja online com a minha irmã, o “Cascais Closet”. Começámos a vender online e, entretanto, quando eu volto à América com a Dana, ela apresenta-me todo o mundo thrift — o mundo do thrifting, do vintage. Pensei para mim mesma: o que é isto? Porque é que em Portugal não há disto? Porque é que Aveiro não tem disto? Vou tentar abrir uma coisa destas em Aveiro! Então começámos a fazer pop-ups, na loja “Primeiro Balcão”, que é uma loja vintage em Aveiro, que muito pouca gente conhece. Falámos com a Margarida, que trabalha lá há 10 anos, e ela acordou em nós fazermos uma pop-up. Fizemos uma pop-up “Cascais Closet” há duas semanas, que foi um sucesso. Infelizmente, o nosso público não é português, foi essa à conclusão que eu cheguei. O nosso público é o turista. Porquê? Ainda há algum preconceito da mentalidade portuguesa, em comprar roupa usada. Ainda há aquele sentimento de:
- Tu és pobre? Andas com roupas dos outros? Vais comprar em segunda mão? — Isto é tudo uma questão ecológica, que é: evita o fast fashion. O que é o fast fashion? São empresas que produzem em massa e há coleções a sair todos os anos. O que acontece a toda esta roupa, não é? Fazes uma pequena pesquisa e vês o que está a acontecer, onde é que acaba esta roupa toda que não é usada. Isto é tudo uma bola de neve: se tu deixares de consumir fast fashion, elas também produzem menos. Consome o que já há, entendes? Ainda por cima, é mais barato! É claro que se for vintage, é óbvio que encontras peças que são muito mais caras, mas são peças com história. E depois tu dás uma nova vida a peças que já foram usadas. E foi esta a mentalidade que me fez abrir o “Cascais Closet”. Agora vamos ter presença assídua no “Primeiro Balcão”, tendo todos os meses uma pop-up, o que é ótimo. Também estou com outro projeto: eu quero lançar-me como lifestyle coach, para ajudar as pessoas a fazerem a sua primeira viagem, sozinhas. Isto é algo que muita gente me pergunta:
— Michelle, eu quero ir, mas não tenho coragem. Eu quero emigrar, e não tenho coragem. — E a verdade é que eu só consegui emigrar, ter esta coragem para ir e não olhar para trás, porque viajei sozinha antes. Viajar sozinha abriu-me muitas portas. E quero ajudar outras pessoas a fazê- lo. Porque foi um game changer, para mim. Então quero lançar este projeto, e vai ser lançado este mês.
 

SS: E já tem nome?

MC: Não… ainda não (risos). Mas tenho de pensar nisso urgentemente! O projeto já está todo na cabeça, só falta passar para o papel e começar a trabalhar na promoção.
 

SS: Numa palavra, para terminar esta entrevista, definir-te-ias como uma mulher livre?

MC: Sim, sim. É a liberdade.

 

 

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